Filho primogênito de mãe dona de casa e pai ferreiro, desde cedo o jovem Jox se deixou impressionar pela poesia que, segundo ele, os seus irmãos mais jovens eram capazes de balbuciar antes que aprendessem a articular palavras corretas e sentenças complexas. Baseado neste experiência que marcou fortemente os seus anos de adolescência e o acompanhou no início da sua produção literária, o jovem Jox inaugurou aquilo que mais tarde viria a ser conhecido como Poesia Cacofônica, considerada pela crítica como uma das precursoras das vanguardas modernistas européias que viriam a lume algumas décadas depois. Veja-se, p.ex.:
Segundo o próprio Jox, a sua poesia buscava inspiração em Eco, ninfa da Mitologia Grega transformada em rocha a repetir eternamente as declarações de amor do seu amado. A sua poesia é, assim, marcada por repetições fortes e repetitivas, que vão muito além das aliterações classicamente estudadas e, na verdade, fazem com que seus versos tenham a característica marcante, perturbadora e pegajosa que são o distintivo da obra do autor.
Camelos... cadê-los?
Cadê-los, camelos?
Ó, camelos,
Por que tantos pelos
e tão poucos cabelos?
Belos camelos,
tanto quero vê-los...!
Camelos, cadê-los?
Cadê-los, camelos...?.
— Camelos, cadê-los?
Segundo o próprio Jox, a sua poesia buscava inspiração em Eco, ninfa da Mitologia Grega transformada em rocha a repetir eternamente as declarações de amor do seu amado. A sua poesia é, assim, marcada por repetições fortes e repetitivas, que vão muito além das aliterações classicamente estudadas e, na verdade, fazem com que seus versos tenham a característica marcante, perturbadora e pegajosa que são o distintivo da obra do autor.
A poesia Johnjoxiana passou muitos anos desconhecida da crítica literária, mas foi descoberta na década de cinqüenta após um terremoto [1] que, destruindo a casa onde ele morou, revelou uma arca repleta de manuscritos do jovem vate.
Referências:
- 55th Anniversary of the Destructive Montego Bay Earthquake; acessado a 09 de janeiro de 2013 (go-jamaica.com)
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