quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Sombra da Lombra

Sombra da lombra,
ou de lombra
na sombra?

Dúvida que assombra!
O medo ensombra
A sombra
da alfombra.

Que lombra!

Ode ao bode

Quem pode
escrever uma ode
ao bode?

Pobre bode!
Por mais que rode,
é sempre um bode.

Quem pode, pode
e quem não pode
se sacode.

O pobre do bode
usou bigode,
dançou pagode:
Sacode o bode!
Bode, sacode!

Viva o bode!
Salve o bode!
O bode que eclode
tomando Toddy
no meio do pagode:
Com ele ninguém pode!

Salve, bode!
Salve, ó bode!
Salve o bode!
Corre, acode!
É hoje que o bode
explode
ao ler sua ode!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Fuja da Coruja!

Bebe água suja,
como se fosse maruja.
É esta dita-cuja:
fuja da coruja!

Nojenta caramuja,
Piando sobre a azambuja!
É a negra coruja!
Para assustá-la, ruja!
Se falhar, fuja:
Fuja da coruja!

Velha rabuja
é a coruja!
Mais feia que garatuja,
Letal como água suja,
é a velha coruja.
Se a vir, fuja!
Fuja da coruja!


Camelos, cadê-los?

Camelos... cadê-los?
Cadê-los, camelos?
Ó, camelos,
Por que tantos pelos
e tão poucos cabelos?
Belos camelos,
tanto quero vê-los...!
Camelos, cadê-los?
Cadê-los, camelos...?.


Camelos!
Cadê-los?
Ilustram meus selos,
produzem novelos,
e vivem sem gelos,
são cheios de pelos,
mas não posso vê-los...
Camelos, cadê-los?
Cadê-los, camelos...?


Camelos...
cadê-los...!
Quisera tê-los
nos meus cabelos.
Animais modelos,
Repletos de apelos,
quem dera prendê-los!
Camelos, cadê-los?
Cadê-los, camelos...?