Antigo inimigo
que vive comigo:
não sei ser amigo
do próprio umbigo.
Inimigo antigo
parece um mendigo,
que não tem nem trigo
e vive em perigo.
Antigo inimigo
é como eu te digo:
procure um abrigo!
Senão o castigo
virá do jazigo:
zumbi Papa-Figo.
terça-feira, 12 de novembro de 2013
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Cuca maluca
Cuca maluca,
cuidado com a Cuca!
Ela cutuca,
com a mão na cumbuca.
Lá vem a Cuca,
portando bazuca.
Ela machuca,
cutuca e futuca.
Cuca maluca,
Lelé da cuca,
Velha caduca
Que não mais educa,
Cutuca e catuca,
Batuca e cavuca,
Cuca maluca!
Cuidado com a Cuca,
a Cuca maluca.
É tão mixuruca!
Dona Cuca,
Cuca maluca,
de Ipojuca.
Cuidado com a Cuca!
A cuca machuca.
Jogando sinuca,
sempre retruca:
parece mutuca!
Fungando na nuca,
parece tchutchuca.
Mas é arapuca!
Cuidado com a Cuca!
cuidado com a Cuca!
Ela cutuca,
com a mão na cumbuca.
Lá vem a Cuca,
portando bazuca.
Ela machuca,
cutuca e futuca.
Cuca maluca,
Lelé da cuca,
Velha caduca
Que não mais educa,
Cutuca e catuca,
Batuca e cavuca,
Cuca maluca!
Cuidado com a Cuca,
a Cuca maluca.
É tão mixuruca!
Dona Cuca,
Cuca maluca,
de Ipojuca.
Cuidado com a Cuca!
A cuca machuca.
sempre retruca:
parece mutuca!
Fungando na nuca,
parece tchutchuca.
Mas é arapuca!
Cuidado com a Cuca!
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Dentes Pendentes
Dentes pendentes,
pendentes como serpentes.
Dentes proeminentes,
salientes e contundentes.
Dentes impertinentes,
salientes como vertentes.
Dentes complacentes,
irreverentes e adolescentes.
Dentes tão pendentes
que todas as gentes
queriam-nos inexistentes.
Dentes indecentes,
subsistentes e reincidentes,
dentes de Tiradentes.
pendentes como serpentes.
Dentes proeminentes,
salientes e contundentes.
Dentes impertinentes,
salientes como vertentes.
Dentes complacentes,
irreverentes e adolescentes.
Dentes tão pendentes
que todas as gentes
queriam-nos inexistentes.
Dentes indecentes,
subsistentes e reincidentes,
dentes de Tiradentes.
terça-feira, 22 de outubro de 2013
Soldado Viado
Soldado viado,
deixe de requebrado!
Só vive agarrado
com macho barbado!
Soldado folgado,
Aviadado.
Se acha arrojado,
soldado, coitado.
Soldado assanhado,
deixe de rebolado!
Tão desnorteado,
só vive agarrado
com marombado.
Soldado barbado
só pega viado!
É inapropriado
Para um soldado
viver transviado.
deixe de requebrado!
Só vive agarrado
com macho barbado!
Soldado folgado,
Aviadado.
Se acha arrojado,
soldado, coitado.
Soldado assanhado,
deixe de rebolado!
Tão desnorteado,
só vive agarrado
com marombado.
Soldado barbado
só pega viado!
É inapropriado
Para um soldado
viver transviado.
O Gigante Impressionante
Era um gigante impressionante!
De voz tonitruante,
hálito repugnante,
bafo de fumante,
semblante broxante,
olhar lacrimejante!
O gigante repugnante
tão extravagante
como uma cartomante,
tão acachapante
como um elefante,
pedante como um basculante,
era um amante
exorbitante.
O gigante arrogante,
viajante ambulante,
ia sempre adiante
elegante e saltitante...
Pobre gigante galante!
Feio como um mutante,
De feição repugnante,
repulsivo como purgante,
ou como um mau comerciante,
Inobstante
se julgava interessante.
É chocante!
Era um gigante impressionante!
E o que é mais importante
na história do gigante,
é ser perseverante,
vigilante e constante,
pois se mesmo o gigante
pode ter atenuante,
tomar anabolizante
pode ser reconfortante.
De voz tonitruante,
hálito repugnante,
bafo de fumante,
semblante broxante,
olhar lacrimejante!
O gigante repugnante
tão extravagante
como uma cartomante,
tão acachapante
como um elefante,
pedante como um basculante,
era um amante
exorbitante.
O gigante arrogante,
viajante ambulante,
ia sempre adiante
elegante e saltitante...
Pobre gigante galante!
Feio como um mutante,
De feição repugnante,
repulsivo como purgante,
ou como um mau comerciante,
Inobstante
se julgava interessante.
É chocante!
Era um gigante impressionante!
E o que é mais importante
na história do gigante,
é ser perseverante,
vigilante e constante,
pois se mesmo o gigante
pode ter atenuante,
tomar anabolizante
pode ser reconfortante.
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Soneto do preto
O preto do espeto
queimado como um graveto;
o preto do galeto
esquecido e obsoleto.
O preto do amuleto
e do vencido boleto;
O preto do sulfeto
e do hidrocarboneto.
O preto que é todo preto,
destacado num folheto
de venda de cianeto.
O preto do esqueleto
que compôs este soneto
prum dueto no coreto.
queimado como um graveto;
o preto do galeto
esquecido e obsoleto.
O preto do amuleto
e do vencido boleto;
O preto do sulfeto
e do hidrocarboneto.
O preto que é todo preto,
destacado num folheto
de venda de cianeto.
O preto do esqueleto
que compôs este soneto
prum dueto no coreto.
A bomba que ribomba
Ribomba a bomba!
Parece uma pitomba,
mas estronda como uma maromba
quando ribomba.
A bomba tomba
e tudo arromba
quando ribomba.
É tromba!
É bomba!
Voa como uma pomba,
mas quando tomba
a bomba ribomba
e tudo arromba.
Parece uma pitomba,
mas estronda como uma maromba
quando ribomba.
A bomba tomba
e tudo arromba
quando ribomba.
É tromba!
É bomba!
Voa como uma pomba,
mas quando tomba
a bomba ribomba
e tudo arromba.
Manuela era donzela
Manuela era donzela,
amarela e magricela,
ninguém olhava pra ela!
E ela
passava os dias na janela
sem nenhuma cautela
esperando uma piscadela
dirigida para ela.
Todos a chamavam de Manuela Vuvuzela.
Que novela!
Manuela era donzela
magricela e amarela,
e ninguém olhava pra ela!
Um dia largou a janela
e foi cuidar da panela.
Comeu galinha cabidela,
sopa de beringela,
costela e moela na tigela.
Queria uma piscadela,
uma furtiva olhadela,
quem sabe uma apalpadela!
Manuela que era bela,
De tanta cabidela,
Ficou redonda como uma rodela,
Rechonchuda como uma mortadela,
e ninguém lhe dava trela.
A vida é uma novela!
Manuela,
que era bela,
Deixou de ser magricela,
Não deixou de ser donzela.
amarela e magricela,
ninguém olhava pra ela!
E ela
passava os dias na janela
sem nenhuma cautela
esperando uma piscadela
dirigida para ela.
Todos a chamavam de Manuela Vuvuzela.
Que novela!
Manuela era donzela
magricela e amarela,
e ninguém olhava pra ela!
Um dia largou a janela
e foi cuidar da panela.
Comeu galinha cabidela,
sopa de beringela,
costela e moela na tigela.
Queria uma piscadela,
uma furtiva olhadela,
quem sabe uma apalpadela!
Manuela que era bela,
De tanta cabidela,
Ficou redonda como uma rodela,
Rechonchuda como uma mortadela,
e ninguém lhe dava trela.
A vida é uma novela!
Manuela,
que era bela,
Deixou de ser magricela,
Não deixou de ser donzela.
A caravela amarela
Oh como é bela
A caravela
Amarela!
Quisera navegar nela!
Seu nome é Anabela
E ela é bela
Como uma beringela;
Amarela
como uma remela;
Veloz como uma gazela!
Infinita como uma janela
aberta sobre uma favela!
Viciante como novela,
Gostosa como mortadela,
Magrela como uma donzela
Amarela e bela...
A caravela...
Queria viver nela!
A caravela
Amarela!
Quisera navegar nela!
Seu nome é Anabela
E ela é bela
Como uma beringela;
Amarela
como uma remela;
Veloz como uma gazela!
Infinita como uma janela
aberta sobre uma favela!
Viciante como novela,
Gostosa como mortadela,
Magrela como uma donzela
Amarela e bela...
A caravela...
Queria viver nela!
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Sombra da Lombra
Sombra da lombra,
ou de lombra
na sombra?
Dúvida que assombra!
O medo ensombra
A sombra
da alfombra.
Que lombra!
ou de lombra
na sombra?
Dúvida que assombra!
O medo ensombra
A sombra
da alfombra.
Que lombra!
Ode ao bode
Quem pode
escrever uma ode
ao bode?
Pobre bode!
Por mais que rode,
é sempre um bode.
Quem pode, pode
e quem não pode
se sacode.
O pobre do bode
usou bigode,
dançou pagode:
Sacode o bode!
Bode, sacode!
Viva o bode!
Salve o bode!
O bode que eclode
tomando Toddy
no meio do pagode:
Com ele ninguém pode!
Salve, bode!
Salve, ó bode!
Salve o bode!
Corre, acode!
É hoje que o bode
explode
ao ler sua ode!
escrever uma ode
ao bode?
Pobre bode!
Por mais que rode,
é sempre um bode.
Quem pode, pode
e quem não pode
se sacode.
O pobre do bode
usou bigode,
dançou pagode:
Sacode o bode!
Bode, sacode!
Viva o bode!
Salve o bode!
O bode que eclode
tomando Toddy
no meio do pagode:
Com ele ninguém pode!
Salve, bode!
Salve, ó bode!
Salve o bode!
Corre, acode!
É hoje que o bode
explode
ao ler sua ode!
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Fuja da Coruja!
Bebe água suja,
como se fosse maruja.
É esta dita-cuja:
fuja da coruja!
Nojenta caramuja,
Piando sobre a azambuja!
É a negra coruja!
Para assustá-la, ruja!
Se falhar, fuja:
Fuja da coruja!
Velha rabuja
é a coruja!
Mais feia que garatuja,
Letal como água suja,
é a velha coruja.
Se a vir, fuja!
Fuja da coruja!
como se fosse maruja.
É esta dita-cuja:
fuja da coruja!
Nojenta caramuja,
Piando sobre a azambuja!
É a negra coruja!
Para assustá-la, ruja!
Se falhar, fuja:
Fuja da coruja!
Velha rabuja
é a coruja!
Mais feia que garatuja,
Letal como água suja,
é a velha coruja.
Se a vir, fuja!
Fuja da coruja!
Camelos, cadê-los?
Camelos... cadê-los?
Cadê-los, camelos?
Ó, camelos,
Por que tantos pelos
e tão poucos cabelos?
Belos camelos,
tanto quero vê-los...!
Camelos, cadê-los?
Cadê-los, camelos...?.
Camelos!
Cadê-los?
Ilustram meus selos,
produzem novelos,
e vivem sem gelos,
são cheios de pelos,
mas não posso vê-los...
Camelos, cadê-los?
Cadê-los, camelos...?
Camelos...
cadê-los...!
Quisera tê-los
nos meus cabelos.
Animais modelos,
Repletos de apelos,
quem dera prendê-los!
Camelos, cadê-los?
Cadê-los, camelos...?
Cadê-los, camelos?
Ó, camelos,
Por que tantos pelos
e tão poucos cabelos?
Belos camelos,
tanto quero vê-los...!
Camelos, cadê-los?
Cadê-los, camelos...?.
Camelos!
Cadê-los?
Ilustram meus selos,
produzem novelos,
e vivem sem gelos,
são cheios de pelos,
mas não posso vê-los...
Camelos, cadê-los?
Cadê-los, camelos...?
Camelos...
cadê-los...!
Quisera tê-los
nos meus cabelos.
Animais modelos,
Repletos de apelos,
quem dera prendê-los!
Camelos, cadê-los?
Cadê-los, camelos...?
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